Início
PreçosRevistaSobre nósContactoSeja parceiro
Direito

Remover e desindexar artigos de imprensa negativos do Google

Um artigo de imprensa antigo na página 1 — um processo arquivado, um caso há muito resolvido, uma reportagem que nunca deveria ter ficado — persegue muitas vezes empresários durante anos. O próprio artigo raramente pode ser eliminado, mas não tem de estar para sempre no topo do Google. Este guia mostra os caminhos disponíveis: desindexar (retirar do índice do Google), suprimir ou agir através do direito a ser esquecido.

MMaximilian Hölzl · Especialista em Google e cofundador7 min de leituraAtualizado: junho de 2026

O essencial em resumo

Eliminar, desindexar, suprimir — a diferença

Três conceitos frequentemente confundidos:

Para a maioria das pessoas afetadas, a desindexação ou supressão é o verdadeiro objetivo: o que não aparece no Google praticamente não existe para a maioria das pessoas.

Quando é possível desindexar um artigo de imprensa

As possibilidades dependem do conteúdo. Bons pontos de partida são, entre outros:

A reportagem puramente legítima sobre acontecimentos atuais, verdadeiros e de relevância pública é, pelo contrário, dificilmente desindexável — aqui fica a supressão.

O direito a ser esquecido

O Tribunal de Justiça da União Europeia deixou claro que os motores de busca devem, em determinadas condições, remover resultados relativos a uma pessoa de pesquisas pelo seu nome, quando o interesse em ser esquecido supera o interesse público na informação. São determinantes, entre outros fatores, a antiguidade e atualidade da informação, a sua correção e o papel da pessoa na esfera pública. Esta é a alavanca jurídica com que se podem retirar resultados pessoais da pesquisa do Google — sem que o meio tenha de eliminar o artigo. O fundamento é o RGPD Art. 17, aplicável em toda a UE.

O caminho errado: o efeito Streisand

Quem pressiona publicamente um meio de comunicação ou envia cartas de advogado com ameaças arrisca o efeito contrário: ainda mais atenção, novas reportagens, capturas de ecrã partilhadas. Este fenómeno chama-se efeito Streisand. Por isso, uma desindexação séria funciona de forma silenciosa — através dos procedimentos previstos junto do Google e, quando necessário, com fundamento jurídico sólido, em vez de confronto.

Como proceder

  1. Identificar os resultados: que artigos aparecem na pesquisa do Google pelo seu nome / empresa?
  2. Classificar: desatualizado, pessoal, incorreto → desindexação possível. Atual, verdadeiro, de relevância pública → preferencialmente suprimir.
  3. Solicitar a desindexação e/ou fazer uma análise jurídica.
  4. Suprimir em paralelo: fortalecer o conteúdo positivo, para que a página 1 fique limpa de forma duradoura.

O serviço correspondente encontra-o em desindexar imprensa; para resultados não desindexáveis aplica-se a supressão da página 1.

Que artigo o prejudica — e pode ser desindexado?

Indique o resultado — verificamos gratuitamente e sem compromisso se é possível a desindexação ou supressão.

Verificar gratuitamente
Análise gratuita · Discrição total · Sem risco

Este artigo é uma orientação prática e não constitui aconselhamento jurídico.

Perguntas frequentes

Eliminar o artigo no próprio meio raramente resulta devido à liberdade de imprensa. O que frequentemente é possível é a desindexação dos resultados de pesquisa do Google — o artigo continua online, mas deixa de aparecer na pesquisa pelo nome.

Eliminar remove o artigo na fonte (no site do meio). A desindexação remove-o apenas do índice do Google — para a maioria das pessoas, torna-o praticamente invisível.

Um direito decorrente do RGPD (Art. 17) com o qual dados pessoais, desatualizados ou excessivamente prejudiciais podem ser removidos da pesquisa do Google pelo nome, em determinadas circunstâncias.

Não exercendo pressão pública sobre o meio de comunicação. Uma desindexação discreta, realizada através dos procedimentos oficiais, evita o efeito Streisand.

Continue a ler

Última atualização: junho de 2026 · não é aconselhamento jurídico
M
Maximilian Hölzl
Especialista em Google e cofundador